
O ministro da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação, Arnaldo Brito, defendeu que a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) deve ser considerada uma parceira estratégica do Estado na conceção e execução das políticas públicas nacionais.
A posição foi manifestada esta quinta-feira, 16 de julho, durante um encontro com uma delegação da Uni-CV e do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), realizado no Palácio do Governo, na Praia.
A reitora da Uni-CV, Astrigilda Silveira, apresentou ao governante uma agenda de cooperação estruturada em seis áreas: transformação digital; transição energética; ciência, tecnologia e inovação; formação e desenvolvimento de competências; prestação de serviços especializados; e cooperação internacional.
A Universidade solicitou o apoio do Governo para a criação de uma Rede Académica Nacional, a mobilização de financiamento para projetos estratégicos e o acesso a mecanismos nacionais de apoio à ciência, tecnologia e inovação.
A Rede Académica Nacional deverá interligar as instituições de ensino e investigação, melhorar a conectividade, reduzir custos e criar condições para o desenvolvimento do ensino a distância, de programas doutorais conjuntos e de laboratórios partilhados com instituições estrangeiras.
“Entendemos que a Universidade deve deixar de ser apenas beneficiária de políticas públicas para assumir o papel de instituição parceira do Estado”, afirmou Astrigilda Silveira.
Arnaldo Jorge Mendes de Brito reconheceu a importância da Uni-CV para o desenvolvimento do país e defendeu que os ministérios devem recorrer prioritariamente às competências existentes na Universidade antes de contratarem estudos, consultorias e assessorias no exterior.
“O Governo deve procurar primeiro a Uni-CV como parceira”, afirmou o ministro, sublinhando o papel da Universidade na investigação, na formação, na produção de conhecimento e na resolução dos problemas nacionais.
O encontro abordou ainda a criação de um Laboratório Nacional de Políticas Públicas, a recuperação do Portal do Conhecimento e a necessidade de evitar a duplicação de laboratórios e infraestruturas científicas entre instituições públicas.