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O Centro de Investigação em Género e Família (CIGEF), concluiu na quarta-feira, 18 de março a componente teórico‑prática da formação “Formação de Formadores em Género e Direitos Humanos”, destinada a 20 estudantes da Uni‑CV - membros do CULT. Composta por sete módulos presenciais, num total de 28 horas, a formação desenvolveu conhecimentos e competências em áreas fundamentais para a promoção da igualdade de género e dos direitos humanos no contexto educativo e social. A iniciativa contou com o apoio técnico e financeiro do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), bem como com a colaboração  técnica da CNDHC e de outros especialistas e ativistas no campo dos estudos de género, sexualidade e direitos humanos.

A sessão inaugural, facilitada pela Diretora do CIGEF, Carmelita Silva, abordou os conceitos‑chave de género, identidade de género, orientação sexual, igualdade e equidade, analisando como os espaços educativos podem simultaneamente promover inclusão e reproduzir desigualdades. Seguiu‑se a sessão dedicada aos papéis sociais e estereótipos de género, onde se refletiu criticamente sobre a presença de estereótipos na família e na escola e sobre formas de desconstrução de normas internalizadas. O terceiro módulo, conduzido por Adilson Semedo, explorou a construção histórica das masculinidades em Cabo Verde, da era colonial à contemporaneidade, evidenciando o impacto dos modelos hegemónicos nas relações escolares e sociais e promovendo a identificação de estratégias educativas para masculinidades positivas.

No módulo seguinte, facilitado por Andrea Lobo e Gisseila Garcia, abordaram‑se sexualidades e afetividades na infância e adolescência, discutindo mitos sobre sexualidade juvenil, diversidade afetiva e de género, bem como a relevância de práticas pedagógicas inclusivas. A sessão sobre violência de género e outras formas de violência na escola e no digital, orientada por Carmelita Silva com a colaboração da ativista Virgínia Mendonça, permitiu aprofundar a compreensão das diferentes tipologias de violência e discutir respostas institucionais adequadas à prevenção e ao enfrentamento destas situações. Seguiu‑se o módulo dedicado aos direitos humanos e à igualdade de género em Cabo Verde, facilitado por Clementina Furtado e Zoraida Fortes, no qual foram revisitados instrumentos internacionais, regionais e nacionais, identificando‑se avanços, desafios persistentes e implicações para o contexto educativo caboverdiano.

A fase teórico‑prática encerrou com a Oficina de Elaboração de Projetos Pedagógicos e de Intervenção Educativa/Social, orientada por Cláudio Furtado, onde os/as participantes iniciaram a estruturação dos seus projetos, definindo diagnósticos, objetivos, metodologias, atividades e estratégias de avaliação. Com o término desta etapa, os/as 20 formandos/as encontram‑se agora a desenvolver os seus projetos, cuja apresentação final está prevista para o dia 13 de abril de 2026. O CIGEF reafirma a sua total disponibilidade para apoiar a implementação das iniciativas concebidas pelos/as estudantes, reforçando o compromisso institucional com a promoção da igualdade de género, dos direitos humanos e de práticas educativas transformadoras em Cabo Verde.

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