Evento decorre de 26 a 28 de maio e integra o projeto PRISMAC, reforçando a cooperação científica entre Açores, Canárias e Cabo Verde.

A Universidade de Cabo Verde acolhe, de 26 a 28 de maio de 2026, o Seminário Internacional “Ciência, Território e Riscos - Descodificar os impactes das alterações climáticas no território”, um encontro científico dedicado à análise dos riscos geomorfológicos e aos desafios colocados pelas alterações climáticas em contextos insulares.
Inserido no âmbito do projeto PRISMAC, financiado pelo programa Interreg MAC 2021–2027, o Seminário reforça a cooperação científica e institucional entre os arquipélagos dos Açores, Canárias e Cabo Verde, promovendo a partilha de conhecimento e o fortalecimento das capacidades técnicas e institucionais em territórios particularmente vulneráveis aos fenómenos extremos associados às alterações climáticas.
Ao longo de três dias, investigadores, técnicos, universidades e entidades públicas reúnem-se na cidade da Praia para debater estratégias de prevenção, adaptação e gestão do risco, articulando ciência, prática técnica, comunicação científica e decisão pública.
O Seminário tem início no dia 26 de maio, na Mediateca da Universidade de Cabo Verde, com a cerimónia institucional e a sessão “Impactes das Alterações Climáticas: Fenómenos Extremos”. No mesmo dia, durante a tarde, decorre a ação de capacitação “Comunicar Ciência”, com Deisy de Pina.
No dia 27 de maio, realiza-se o colóquio científico “Riscos Geomorfológicos: Impactes de Movimentos de Vertente nas ilhas vulcânicas”, no Edifício 8, sala 102 da Uni-CV. O programa prossegue com uma nova sessão da ação de capacitação “Comunicar Ciência”.
No dia 28 de maio, decorrem ações de capacitação técnica sobre inventariação e cartografia de movimentos de vertente, algoritmos de análise da suscetibilidade e risco, formação para vigilantes de estradas e monitorização de movimentos de vertente.
O Seminário Internacional “Ciência, Território e Riscos” contribui para o reforço de uma rede de cooperação atlântica entre os arquipélagos da Macaronésia, promovendo o desenvolvimento de estratégias de adaptação territorial, prevenção de riscos naturais e reforço da resiliência climática.
A iniciativa assume particular relevância num contexto em que os territórios insulares enfrentam desafios crescentes associados às alterações climáticas, à intensificação de fenómenos extremos e à necessidade de políticas públicas baseadas em conhecimento científico.