
O auditório do Polo III da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) acolheu, no dia 16 de outubro, o encontro “Atlântico Negro, Diásporas, Identidades e Sistemas Educativos”, dedicado à reflexão sobre os conteúdos e as abordagens científicas presentes nos currículos do ensino básico e secundário cabo-verdiano.
A iniciativa promoveu o diálogo entre diferentes áreas de conhecimento, procurando questionar as opções científicas e as perspetivas que orientam o ensino de disciplinas como História, Sociologia, Filosofia e Línguas, à luz das relações transatlânticas, das diásporas e da construção das identidades.
Um dos principais eixos de discussão foi a necessidade de conferir maior centralidade às especificidades de Cabo Verde no sistema educativo, articulando a realidade nacional com contextos regionais e internacionais mais amplos. A reflexão incluiu também o questionamento dos legados coloniais e da forma como estes se encontram representados nos conteúdos curriculares.
Durante a sessão, os investigadores partilharam contributos resultantes dos seus projetos individuais de investigação, desenvolvidos no âmbito do Transatlantic Lab, projeto financiado pela União Europeia. Em Cabo Verde, o Instituto da Biblioteca Nacional é a instituição parceira, representada no encontro pela sua presidente, Matilde Santos.
A dinamização esteve a cargo dos investigadores Cristiana Bastos, Filipa Vicente, João Vasconcelos e Iracema Dulley, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa); Iolanda Évora, do Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CEsA-ISEG); Victor Barros, do Instituto de História Contemporânea da Universidade NOVA de Lisboa (IHC-NOVA); e Osvaldino Monteiro, do Ministério da Educação e da Universidade de Cabo Verde.
O encontro contou com a participação de professores do ensino básico e secundário, estudantes da Faculdade de Educação e Desporto (FaED), do Delegado do Ministério da Educação de Santa Catarina, da Presidente da FaED e de docentes da Faculdade.
