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O Polo II da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) deu início, na manhã desta segunda-feira, 20 de julho, à 5.ª edição do Campos de Matemática Gulbenkian (CdM-CV)-Barlavento. Depois da realização da 6.ª edição na Praia, na semana passada, o Campos chega agora ao Mindelo, reunindo 30 estudantes do 10º ano e 13 professores de diferentes ilhas do norte do país.

A cerimónia de abertura foi presidida pela coordenadora do projeto, Telma Silva, e contou também com a intervenção do Vice-Reitor para o Planeamento Estratégico, Avaliação e Transformação Institucional da Uni-CV, João Almeida Medina.

Na sua apresentação, Telma Silva destacou que o Campos pretende desmistificar a matemática, mostrando-a como uma ciência dinâmica, acessível e presente nas mais diversas áreas do conhecimento. Segundo a coordenadora, as atividades privilegiam metodologias ativas e envolventes, promovendo a experimentação, a resolução de problemas, os jogos matemáticos e a interdisciplinaridade, ao mesmo tempo que reforçam a formação contínua dos professores do ensino secundário. Acrescentou ainda que o programa não se limita à semana presencial, prevendo um acompanhamento ao longo do ano letivo para consolidar as aprendizagens e preparar os estudantes para o ingresso no ensino superior.

Por sua vez, o Vice-Reitor João Almeida Medina enalteceu o trabalho desenvolvido pela equipa organizadora e sublinhou que iniciativas como esta representam um investimento na construção do futuro. Defendeu que a matemática deve ser encarada como uma linguagem transversal, capaz de dialogar com diferentes áreas do conhecimento, desde o desporto e a física até à comunicação e à inteligência artificial.

Recorrendo a exemplos do futebol, da análise de dados e dos modelos de linguagem baseados em inteligência artificial, Medina evidenciou que a matemática está presente em múltiplos aspetos da vida quotidiana e do desenvolvimento científico e tecnológico. Para o Vice-Reitor, compreender esta realidade é essencial para formar cidadãos preparados para os desafios do presente e do futuro.

Ao longo de cinco dias, os participantes terão acesso a um programa diversificado que inclui oficinas, desafios matemáticos, modelação, grafos, criptografia, robótica, programação, jogos matemáticos, matemática aplicada às redes sociais, arte e física, bem como visitas de estudo e ações de formação destinadas aos professores.

Criado e financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, com organização da Uni-CV e apoio do Ministério da Educação, o Campos encerra na sexta-feira, 24 de julho, com a apresentação dos trabalhos desenvolvidos, testemunhos dos participantes e a entrega de diplomas.

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