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Cabo Verde vai formar médicos especialistas no próprio país pela primeira vez. O arranque das especializações em pediatria, medicina interna, cirurgia geral e anestesiologia está previsto para novembro deste ano, anunciou o ministro da Saúde, Lúcio Miranda Fernandes, no final de uma audiência com a reitora da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), Astrigilda Silveira, realizada na quinta-feira, 9 de julho, nas instalações do Ministério de Saúde.

"Queremos começar esta formação em Cabo Verde ainda este ano, possivelmente no mês de novembro. Já estamos a acertar todos os detalhes com os diversos intervenientes do processo", afirmou o ministro, enumerando o Ministério da Educação, a Uni-CV, o Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), a Ordem dos Médicos de Cabo Verde e o Ministério da Saúde de Portugal, onde os futuros especialistas realizarão os estágios.

A formação médica arrancou no país em 2015, na Uni-CV, e os médicos formados integram hoje os serviços de saúde nacionais. A especialização em território cabo-verdiano permitirá reduzir a dependência de vagas no estrangeiro e responder, de forma sustentável, às necessidades do Sistema Nacional de Saúde.

No encontro, o ministro reiterou ainda o empenho do Governo na criação do Estatuto do Médico-Docente, instrumento considerado essencial para fortalecer o ensino médico, a investigação e a formação de especialistas.

Do lado da universidade, Astrigilda Silveira destacou a criação recente do Departamento de Ciências da Saúde, embrião da futura Escola de Ciências da Saúde. "O Governo é um parceiro estratégico para a implementação desta escola. Estamos a trabalhar no sentido de respondermos às necessidades do contexto do país para as Ciências da Saúde", afirmou a reitora.

Está igualmente em estudo a criação de cursos técnicos de manutenção de equipamentos médicos, em articulação com a Uni-CV. "Quem está ligado à medicina conhece os custos elevadíssimos dos aparelhos médicos. Muitas vezes, eles sofrem pequenos problemas e acabam paralisados por não termos técnicos capacitados no país para os resolver", apontou o governante.

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