editado

A 4.ª Conferência de Física dos Países de Língua Portuguesa promovida pela União dos Físicos dos Países de Língua Portuguesa (UFPLP) e a Universidade de Cabo Verde pretende mostrar como a física poderá contribuir para o desenvolvimento sustentável no mundo.

“Temos várias áreas temáticas como as energias renováveis, as transições energéticas e hoje em dia presenciamos as alterações climáticas…Nós temos que pensar na questão da sustentabilidade, e é por isso que trazemos isto para a mesa de discussão desta conferência”, afirmou Sónia Semedo, docente na Uni-CV e Vice-Presidente da União dos Físicos de Países de Língua Portuguesa.

Sónia Semedo que também é coordenadora da Comissão Tecnologias e Engenharias da Uni-CV, ambiciona conseguir criar uma “sociedade cabo-verdiana de físicos” por perceber que tem acontecido “algumas coisas boas” pelo facto de fazerem parte da UFPLP.

“Por exemplo, aqui na universidade temos um pendulo reboto e também alguns materiais da Casa da Ciência que nos foram oferecidos no âmbito desta rede de colaboração…Sempre que surgirem essas oportunidades vamos a procura de financiamentos dedicados ao desenvolvimento da física nos países de língua oficial portuguesa”.

A 4ª Conferência de Física dos Países de Língua Portuguesa sob o lema “A Física para o Desenvolvimento Sustentável”, investigadores, professores e estudantes de diferentes áreas e culturas apresentaram trabalhos científicos de forma a falar sobre o papel da Física para o desenvolvimento sustentável nos diferentes países de língua portuguesa.

Para além da conferência técnico-científico, no primeiro dia do evento foram realizadas formações para os professores do ensino secundário e universitário e para os interessados em áreas da física.

O evento vem de uma série de conferências. A primeira foi realizada em Portugal, a segunda no Brasil, a terceira em Moçambique e agora a 4.ª conferência em Cabo Verde realizada durante uma semana, de 12 a 16 de setembro.

Nesta conferência participaram representantes de diferentes países como Moçambique, Angola, Brasil, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.