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A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) assinalou, na sexta-feira, 17 de abril de 2026, o encerramento do mês da Francofonia com uma cerimónia marcada pela diversidade de expressões artísticas, pela valorização da língua francesa e pelo envolvimento de estudantes, escolas secundárias, militares e instituições parceiras. A sessão de encerramento reuniu atuações musicais, poesia, teatro, dança e momentos de reconhecimento académico, num programa que evidenciou a Francofonia como espaço de encontro, cooperação e partilha cultural.

A cerimónia teve início com uma atuação coral centrada em mensagens de solidariedade, fraternidade, igualdade e cooperação, dando o tom a um momento de celebração construído em torno de valores de união e convivência entre povos e culturas.

Um dos momentos centrais da sessão foi a entrega de diplomas a militares que concluíram formações em língua francesa nos níveis A2, B1 e B2, num gesto que reconheceu o esforço formativo e o valor do domínio linguístico em contextos institucionais e profissionais. Foram distinguidos participantes de diferentes níveis, incluindo um formando que recebeu simultaneamente certificação B1 e B2.

O programa integrou ainda a participação de várias escolas secundárias, que trouxeram ao palco canções, recitações poéticas, danças e pequenas encenações teatrais. A Escola Secundária Constantine Semedo apresentou uma interpretação musical da canção Love Story, enquanto a Escola Pedro Gomes participou com a leitura de um excerto de A Prosa do Transiberiano, de Blaise Cendrars. Já os estudantes do Clube de Francês apresentaram uma peça de teatro centrada em questões como emigração, desemprego, favoritismo e aspirações juvenis, retratando, através da ficção, dificuldades sociais sentidas por muitos jovens cabo-verdianos.

Também o Liceu Domingos Ramos participou com um espetáculo de dança e música que percorreu referências culturais da Polinésia, do Senegal e da Suíça, reforçando a ideia da língua francesa como ponte entre geografias e sensibilidades diversas. A Escola Técnica da Praia interpretou a canção Voilà, enquanto a Escola Mira Flores apresentou dança e música com temas como Je vole e Dernière Danse. O programa contou ainda com participações da Escola de Santa Catarina, da Escola de São Miguel, da Escola Secundária de Ribeira Grande de Santiago, da Escola de Tarrafal e da Escola Cónego Jacinto, esta última com a recitação do poema Afrique, de David Diop. O encerramento ficou a cargo de uma última peça teatral apresentada pela Escola Coração Sagrado de Jesus, de São Domingos, sobre os perigos da internet, das falsas aparências e do tráfico.

Ao reunir música, literatura, teatro, poesia e reconhecimento académico num mesmo espaço, a cerimónia de encerramento da Semana da Francofonia reafirmou a importância da língua francesa como instrumento de formação, diálogo intercultural e expressão artística. Mais do que uma celebração linguística, o momento traduziu-se numa demonstração da vitalidade da comunidade educativa e do papel da escola e da universidade na construção de pontes entre saberes, culturas e gerações.

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O Instituto de Língua Francesa da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e a Associação dos Professores de Francês (APROF) celebraram, no dia 20 de novembro, a 6.ª edição do Dia Internacional dos Professores de Francês em Cabo Verde, numa cerimónia realizada no Auditório 101 do Campus do Palmarejo Grande. A iniciativa reuniu professores de francês de várias ilhas, estudantes, responsáveis institucionais e parceiros nacionais e internacionais da francofonia.

Na sessão de abertura, o Presidente da APROF e docente da Faculdade de Ciências Sociais, Humanas e Artes da Uni-CV, Paul Moreno, sublinhou que a presença das entidades e participantes “testemunha a importância atribuída à língua francesa e àqueles que a portam”. Recordou que, há seis anos, a APROF e o Instituto de Língua Francesa assinalam esta data no país e destacou o papel dos docentes: ensinar francês, afirmou, não é apenas transmitir uma ferramenta de trabalho ou um meio de comunicação, mas também “um estado de espírito carregado de valores humanos e uma ambição para si mesmos e para o nosso país”.

Em representação do Ministério da Educação, o Diretor Nacional da Educação, Adriano Moreno, realçou a longa tradição do ensino do francês em Cabo Verde, língua que integra o currículo a partir do 5.º ano de escolaridade. Sublinhou que o francês “não só desenvolve competências linguísticas, como contribui para a formação integral dos alunos”, preparando-os para o diálogo intercultural e para uma cidadania global. Enquadrando o francês no conjunto de línguas estrangeiras prioritárias (francês, inglês, espanhol e mandarim), reafirmou o compromisso da Direção Nacional de Educação em apoiar o ensino do francês em parceria com a Uni-CV, a APROF e os parceiros internacionais.

A Pró-Reitora para a Extensão, Políticas Estudantis e Ação Social da Uni-CV, Fátima Fernandes, saudou a APROF e os docentes presentes, sublinhando que o francês, para Cabo Verde, “não é apenas uma disciplina escolar, mas uma janela para o mundo, uma ferramenta preciosa para a integração regional, o turismo e o acesso a um vasto espaço económico, cultural e diplomático”. Referindo-se ao tema da edição, “Cantar, jogar em francês”, enfatizou a importância de metodologias dinâmicas e criativas no ensino de línguas e evocou o poema “Liberté”, de Paul Éluard, para ilustrar o papel dos professores de francês na escrita da palavra “Liberdade” nos cadernos da juventude cabo-verdiana.

Em nome da Organização Internacional da Francofonia (OIF), Passassim ATADE NANGUIT transmitiu as saudações da Secretária-Geral, Louise Mushikiwabo, e qualificou os docentes como “artesãos da descoberta e da aprendizagem da língua francesa”. Sublinhou que os professores são “transmissores de palavras e de valores” e que “o futuro da língua francesa está nas vossas mãos”, reiterando o compromisso da OIF em apoiar o ensino do francês em Cabo Verde e em reforçar os recursos disponíveis para os docentes.

A Embaixadora de França em Cabo Verde, Catherine Mancip, destacou, por sua vez, a dimensão estratégica do francês no quadro do multilinguismo cabo-verdiano, apontando-o como “língua da liberdade e do espírito crítico” e um ativo geopolítico para o país. Recordou as ações de formação contínua já desenvolvidas, nomeadamente na área do turismo, e anunciou o reforço de oportunidades de estágio e aperfeiçoamento em França para professores de francês, bem como a criação futura de um centro de línguas, no quadro de um acordo intergovernamental recentemente assinado com o Governo de Cabo Verde.

Um dos momentos centrais da cerimónia foi a apresentação dos resultados do concurso nacional de produção de vídeo pedagógico em francês língua estrangeira, promovido pela APROF. O 1.º prémio foi atribuído ao professor Elvis Cortes, com um vídeo curto destinado a alunos de nível A1, centrado na apresentação e descrição de pessoas em contexto escolar. O 2.º prémio distinguiu a professora Marie-Hélène Russan, da ilha de São Vicente, com um vídeo sobre o uso de drogas e as suas consequências, e o 3.º prémio foi atribuído ao professor Mamou Diawara, de Santa Catarina, por um vídeo baseado numa entrevista, em sala de aula, com um artista francófono convidado.

Os prémios - um computador portátil para o vencedor e telemóveis para o 2.º e 3.º classificados - foram entregues simbolicamente a representantes dos docentes ausentes, após a projeção de excertos dos três vídeos. No encerramento, a organização apelou a uma participação ainda mais alargada nas próximas edições, desafiando os professores a integrarem, de forma criativa, os recursos multimédia e o vídeo nas suas práticas pedagógicas em francês.

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A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), através do Instituto de Língua Francesa, realizou na quinta-feira, 27 de março, um evento especial intitulado "Olhares Cruzados: Percursos Diferentes no Mesmo Espaço". A iniciativa, que marcou o início das comemorações mês da Francofonia, no Dia da Mulher Cabo-verdiana, decorreu no campus do Palmarejo Grande, reunindo docentes, estudantes, representantes da Embaixada de França e membros da comunidade académica.

Na abertura do evento, o Magnífico Reitor da Uni-CV, José Arlindo Barreto, sublinhou a relevância da língua francesa como instrumento de comunicação intercultural e veículo para ideias e debates essenciais sobre a condição humana. Destacou o trabalho desenvolvido pelo Instituto de Língua Francesa e pelos professores, enfatizando a importância de ensinar e aprender com paixão e estratégia. "Aprender uma língua estrangeira exige paixão e astúcia, e o nosso compromisso é transmitir o gosto pela língua francesa," afirmou.

O Reitor aproveitou ainda a ocasião para prestar homenagem às mulheres cabo-verdianas, destacando o seu papel fundamental, frequentemente invisível, na vida familiar e na educação dos filhos. Chamou à atenção para a necessidade urgente de reconhecimento e justiça em relação aos esforços das mulheres, especialmente as que vivem em zonas rurais e enfrentam realidades difíceis. "É preciso sair do nosso meio para compreender a realidade das mulheres que desempenham tarefas essenciais ao funcionamento da sociedade cabo-verdiana," sublinhou.

Representando a Embaixada de França, Rodolfe Barré, realçou a parceria estratégica entre a embaixada e a Uni-CV, destacando que esta colaboração tem permitido a criação de programas de intercâmbio e formações linguísticas altamente enriquecedoras. "A língua francesa é uma ponte entre culturas e nações, facilitando o diálogo, o intercâmbio cultural e o acesso a oportunidades internacionais," declarou. Reforçou ainda o compromisso da embaixada em continuar apoiando a universidade e as novas gerações no domínio da francofonia.

O evento teve também um momento cultural, com a declamação do poema Femme Noire, de Léopold Sédar Senghor, uma homenagem às mulheres africanas realizada por um estudante, criando um momento de emoção e reflexão na sala.

A atividade principal, o painel "Olhares Cruzados: Percursos Diferentes no Mesmo Espaço", reuniu três convidadas que partilharam os seus percursos pessoais e profissionais, numa reflexão aberta sobre desafios comuns e experiências diversas vividas por mulheres cabo-verdianas em diferentes contextos sociais e culturais.

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Cerca de 200 estudantes e professores de diversas escolas da ilha de Santiago reuniram-se no dia 11 de abril, no evento que marcou o encerramento do Mês da Francofonia, organizado pelo Instituto de Língua Francesa da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) em parceria com a Embaixada de França em Cabo Verde. A celebração destacou a importância do francês como instrumento de diálogo e integração cultural.

Durante a cerimónia, que decorreu no Centro de Convenções, estiveram presentes representantes de várias instituições educativas da ilha e autoridades académicas, destacando-se a presença do Vice-Reitor da Uni-CV, Jorge Tavares. Na sua intervenção, Tavares realçou o crescimento constante do Mês da Francofonia desde o seu início em 2021, destacando o evento como "um marco educativo na ilha de Santiago". O responsável sublinhou ainda a relevância da atividade inaugural deste ano, uma "Conversa Aberta" que reuniu três mulheres com trajetórias distintas, mas todas ligadas pela francofonia, servindo como inspiração para os estudantes.

“Ao reforçarmos o ensino do francês, reforçamos também a inserção internacional dos nossos estudantes e criamos pontes com o mundo francófono”, afirmou Jorge Tavares, dirigindo-se diretamente aos jovens participantes, encorajando-os a considerarem a Uni-CV como plataforma ideal para uma formação sólida e aberta ao cenário global.

Representando a Embaixada de França, a adida Jihen Gneneka destacou o papel da francofonia como um elo fundamental na promoção do diálogo intercultural e da solidariedade entre povos. "Não fechamos um capítulo, mas abrimos antes uma nova página de cooperação e intercâmbio”, frisou Gneneka, sublinhando a importância estratégica da educação e da cultura para a construção de um futuro mais pacífico e unido.

O evento contou com diversas manifestações culturais protagonizadas pelos estudantes, como atuações musicais, teatro e desfiles, proporcionando um espaço onde os jovens puderam exprimir livremente a sua ligação com a língua francesa. A significativa participação estudantil reforçou o crescente interesse pela francofonia em Cabo Verde, confirmando o sucesso da iniciativa e o seu impacto junto da comunidade escolar e académica do arquipélago.

O Mês da Francofonia é celebrado anualmente entre março e abril, promovendo globalmente a língua francesa e valores essenciais como a diversidade cultural, o diálogo internacional e a cooperação.

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A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) realizou, na quinta-feira, 23 de janeiro, mais uma edição da Noite de Leitura, uma iniciativa promovida pelo Instituto da Língua Francesa da Uni-CV, com o apoio da Embaixada de França em Cabo Verde e do Centro de Empregabilidade Francófono – Praia. O evento, realizado no Auditório 102 do Campus do Palmarejo Grande, reuniu estudantes do ensino secundário – em particular da Escola da Várzea – e membros da comunidade académica, Magnífico Reitor da Uni-CV, José Arlindo Barreto, e da Pró-Reitora para as áreas de Política Estudantil, Social e Extensão, Fátima Fernandes, numa celebração do prazer de ler e de partilhar textos em diferentes línguas, com destaque para o francês.

Segundo Diretor do Instituto da Língua Francesa, Abderahim Dia, “o objetivo fundamental das Noites de Leitura é promover o gosto pela leitura, tanto na língua francesa como em outros idiomas, e demonstrar aos jovens que o francês é acessível e pode ser desfrutado de forma interativa e dinâmica”. Para o responsável, estas atividades permitem a “valorização da literatura como parte essencial da cultura”, ao mesmo tempo que criam oportunidades de envolvimento para a nova geração, incluindo a possibilidade de atividades artísticas e eventualmente profissionais ligadas à prática da leitura em voz alta, acompanhada de música e de outras formas de expressão.

No que toca ao desenvolvimento da língua francesa em Cabo Verde, Abderahim Dia reconhece que a adesão do público tem crescido ao longo das edições, mas sublinha o desejo de alcançar “uma participação ainda maior, tanto de estudantes universitários quanto de alunos do ensino secundário”. O Instituto, que também organiza festivais de cinema inspirados em obras literárias, vê na literatura um elemento-chave para aproximar as comunidades locais da cultura francófona, fomentando a inclusão e o diálogo intercultural.

Ainda assim, o Diretor do Instituto admite que há desafios a vencer no processo, nomeadamente no que se refere à integração das atividades artísticas e literárias no quotidiano das comunidades, bem como à mobilização de mais escolas e parceiros. “Convidámos três escolas para esta edição, mas apenas a Escola da Várzea pôde estar presente. O nosso objetivo é alargar a rede de instituições envolvidas, criando um ecossistema que valorize a literatura e estimule tanto a leitura em voz alta como a criação de momentos artísticos que contribuam para o enriquecimento cultural e, simultaneamente, para a empregabilidade dos jovens”, pontua Abderahim Dia.

Sobre os planos futuros, o responsável adianta que o Instituto prevê realizar novas Noites de Leitura noutros espaços, procurando aproximar-se das comunidades e demonstrar como a prática leitora – seja em francês, português ou crioulo – pode abrir caminhos profissionais e promover a inclusão social. Nesse sentido, a iniciativa pretende reforçar a colaboração com escolas, associações culturais e demais agentes interessados em tornar o ato de ler num verdadeiro fenómeno coletivo, capaz de desenvolver competências linguísticas, criatividade e senso crítico.

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