
O Embaixador de França em Cabo Verde, Omar Keita, reafirmou, na quarta-feira, 16 de setembro, o compromisso com o reforço da cooperação com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), destacando a formação de professores e a promoção da língua francesa como áreas de intervenção conjunta. O diplomata falava na sessão de abertura do IV Colóquio dos Professores de Francês, realizado de 16 a 18 de setembro, na Praia.
Na sua intervenção, Omar Keita assegurou que a manutenção e o aprofundamento da parceria com a Uni-CV continuarão a constituir uma prioridade da Embaixada nos próximos anos. Referiu também novas perspetivas de colaboração com universidades francesas, sem identificar as instituições envolvidas ou avançar datas para a sua concretização.
Segundo o Embaixador, a participação no colóquio constituiu a sua primeira deslocação oficial após a apresentação das cartas credenciais ao Presidente da República. O diplomata salientou o significado de iniciar esse percurso numa instituição dedicada ao conhecimento, à aprendizagem e à transmissão de saberes.
A formação de professores de francês foi apresentada como um exemplo concreto dos resultados da cooperação bilateral. Apoiado pelo Fonds Équipe France, o projeto que enquadrou o colóquio permitiu a participação de 16 docentes cabo-verdianos numa formação em França, em julho de 2026. O encontro na Uni-CV foi organizado para partilhar essas aprendizagens com outros professores.
Omar Keita destacou o contributo da Uni-CV, do Instituto de Língua Francesa e da Associação dos Professores de Francês de Cabo Verde (APROF-CV) para a formação docente, a aprendizagem da língua e a realização de atividades culturais. Defendeu ainda que os benefícios destas iniciativas devem ultrapassar o espaço universitário e chegar às diferentes ilhas do arquipélago.
Por sua vez, a Reitora da Uni-CV, Astrigilda Silveira, manifestou a disponibilidade da Universidade para continuar a promover o diálogo e a cooperação académica e institucional entre Cabo Verde, França e o espaço francófono.
A Reitora defendeu que as relações entre instituições de ensino superior devem abranger, além da mobilidade e da formação, a produção conjunta de conhecimento, a inovação pedagógica e a construção de respostas a desafios comuns.
“A cooperação internacional produz os seus melhores resultados quando se transforma em conhecimento partilhado, em competências instaladas e em oportunidades concretas para as pessoas”, afirmou, associando o colóquio a essa perspetiva de continuidade e de aplicação das aprendizagens.
O apoio ao encontro enquadra-se no projeto Fonds Équipe France n.º 2025-214, objeto de um acordo de subvenção entre a APROF-CV e a Embaixada de França. O acordo prevê abranger diretamente 100 professores de francês como língua estrangeira e tem entre os seus objetivos a capacitação de futuros formadores e o alargamento da rede nacional de examinadores e avaliadores das certificações DELF-DALF.
O colóquio foi organizado pela Uni-CV, através da Coordenação de Estudos Franceses e do Instituto de Língua Francesa, em parceria com a APROF-CV. O programa foi estruturado em três dias, articulando a apresentação de conteúdos com oficinas dedicadas à atualização das práticas de ensino do francês.

A criação de materiais pedagógicos com recurso à inteligência artificial é um dos temas do IV Colóquio dos Professores de Francês, que decorre na Uni-CV. Para o presidente da associação de professores, estas ferramentas podem ajudar a ultrapassar dificuldades na preparação das aulas.
A utilização da inteligência artificial para criar materiais pedagógicos e apoiar o ensino do francês está em foco no IV Colóquio dos Professores de Francês, que decorre até 18 de setembro, na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), na Praia. O encontro inclui um módulo dedicado à integração do digital e da inteligência artificial nas práticas de sala de aula, dirigido a docentes dos ensinos básico e secundário.
Em entrevista, o presidente da Associação dos Professores de Francês de Cabo Verde (APROF-CV), Paul Mendes, identificou a disponibilidade de recursos como um dos desafios enfrentados pelos docentes. “Muitas vezes, há professores que se queixam de não terem materiais adequados para ensinar a língua”, afirmou.
Segundo o responsável, as ações de formação contínua e a utilização de ferramentas de inteligência artificial podem ajudar os professores a responder a essas dificuldades, permitindo-lhes elaborar os seus próprios materiais e testes. Trata-se, na sua perspetiva, de uma oportunidade para reforçar os meios de que dispõem na preparação das aulas.
A integração destas ferramentas faz parte de um trabalho mais amplo de atualização das práticas pedagógicas. Além do recurso ao digital, o colóquio aborda estratégias para estimular a concentração, a motivação e a participação dos alunos, com particular atenção ao desenvolvimento da expressão oral.
“O objetivo é levar o aluno a praticar a língua estrangeira de forma fluente”, explicou Paul Mendes, também docente da Uni-CV e diretor do mestrado em Ensino do Francês como Língua Estrangeira. O responsável salientou que a dificuldade dos alunos em utilizar a língua constitui uma das questões a que a formação procura responder.
Os conteúdos do encontro resultam das aprendizagens de 16 docentes cabo-verdianos que participaram, em julho de 2026, no programa de formação BELC, em França. A experiência incluiu a utilização de novas ferramentas, o desenvolvimento da expressão oral e escrita e estratégias para promover a motivação e a coesão dos grupos em sala de aula.
Depois da apresentação dos oito módulos, no dia 16 de setembro, o programa reserva os dias 17 e 18 para oficinas práticas. Entre os conteúdos complementares estão a utilização dos recursos da TV5MONDE, as atividades de fonética, a exploração das artes visuais e o ensino da gramática numa abordagem orientada para a ação.
Paul Mendes considera que as formações contínuas promovidas pela associação desde 2021 têm contribuído para uma melhor preparação dos professores. A partilha de conhecimentos deverá prosseguir noutras ilhas, através dos docentes que participaram na formação em França, com acompanhamento da APROF-CV.
O IV Colóquio dos Professores de Francês é organizado pela Uni-CV, através da Coordenação de Estudos Franceses e do Instituto de Língua Francesa, em parceria com a APROF-CV. A iniciativa conta com o apoio da Cooperação Francesa, através do projeto Fonds Équipe France, e tem como tema “Partilha de experiências e inovações pedagógicas no ensino e na aprendizagem do francês como língua estrangeira”.

A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) realizou, na manhã de 26 de junho, a 8.ª edição da Festa da Música, no Centro de Convenções do Campus do Palmarejo Grande, em homenagem ao cantor, músico e ativista social Romeu di Lurdis (Carlos Manuel Tavares Lopes). A iniciativa foi organizada pelo Instituto de Língua Francesa (ILF) e juntou a comunidade académica à volta da música e da francofonia.
O programa contou com atuações de diversos grupo, nomeadamente a Banda Militar, o Clube de Francês, o Centro Educativo Miraflores, Diana São Filipe, a Escola Técnica, Elvys e o grupo NKN, além de intervenções dos professores Daniel Évora, Olga Lima e Arthur Correia, ambos da Uni-CV, e de Soraia e Emily.
A edição deste ano foi dedicada à memória de Romeu di Lurdis, cantor, músico e ativista social cabo-verdiano, natural de Santa Cruz, ilha de Santiago, falecido a 9 de outubro de 2025, em Lisboa. Antigo estudante da Uni-CV, onde concluiu a Licenciatura em Gestão de Património Cultural, deixou um percurso marcado pela dinamização cultural no campus, nomeadamente através do espaço “Terreiro di Amizadi”, e foi distinguido pela universidade, em 2019, com um diploma de mérito pelo seu contributo voluntário à vida universitária.
A Fête de la Musique nasceu em França, em 1982, por iniciativa do Ministério da Cultura francês, para abrir o espaço público a músicos amadores e profissionais, sem hierarquia entre géneros. Celebrada tradicionalmente a 21 de junho, solstício de verão no hemisfério norte, espalhou-se pelo mundo e ganhou também expressão própria em Cabo Verde. Em 2025, a Sociedade Cabo-verdiana de Música, a Câmara Municipal da Praia e a Embaixada de França promoveram, na cidade da Praia, uma Festa da Música com vários dias de atividades.
Na Uni-CV, a Festa da Música faz parte do trabalho de promoção da língua francesa e da francofonia levado a cabo pelo ILF. Em abril de 2026, a instituição fechou a Semana da Francofonia com um programa que juntou música, poesia, teatro, dança e escolas secundárias. A 8.ª edição dá continuidade a esta tradição, que em 2024 já tinha reunido nomes como o Karlsruhe Concert Duo, a Academia Cesária Évora, a Escola Militar, o Clube de Francês da Uni-CV, o grupo NKN, Eunice e Geórgia, as Batucadeiras de Mondon, M'lie e Helder MC, num programa que foi da música clássica às expressões urbanas.
Estas iniciativas fazem parte da extensão universitária da Uni-CV e da sua cooperação cultural com países francófonos. Contou com a parceira da Embaixada de França em Cabo Verde e da Associação dos Professores de Francês de Cabo Verde.

A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) deu início, esta quarta-feira, 16 de setembro, ao IV Colóquio dos Professores de Francês, que reúne, na Praia, docentes dos ensinos básico e secundário para três dias de partilha de experiências e de práticas pedagógicas. O encontro decorre até 18 de setembro e aborda, entre outros temas, a utilização da inteligência artificial nas aulas, o desenvolvimento da expressão oral e a motivação dos alunos para a aprendizagem do francês.
Organizado pela Uni-CV, através da Coordenação de Estudos Franceses e do Instituto de Língua Francesa, em parceria com a Associação dos Professores de Francês de Cabo Verde (APROF-CV), o colóquio tem como tema “Partilha de experiências e inovações pedagógicas no ensino e na aprendizagem do francês como língua estrangeira”.
A iniciativa dá continuidade à formação de 16 docentes cabo-verdianos que participaram, em julho de 2026, no programa BELC, em França. Ao longo do encontro, os participantes nessa formação partilham com os colegas conhecimentos e recursos que poderão aplicar nas suas aulas.
Na sessão de abertura, a Reitora da Uni-CV, Astrigilda Silveira, destacou a importância de transformar a formação recebida por um grupo de professores numa experiência com alcance mais amplo. “É precisamente nesta lógica de formação, partilha e multiplicação que encontramos uma das maiores riquezas deste colóquio”, afirmou.
A Reitora defendeu que a formação contínua deve integrar uma estratégia de valorização profissional, atualização pedagógica e colaboração entre docentes e investigadores. “Investir no professor é investir nos alunos, é investir na escola, é investir na sociedade e no futuro do país”, sublinhou.
Em entrevista, o presidente da APROF-CV, Paul Mendes, explicou que o encontro procura apoiar os professores na adoção de práticas que incentivem a participação dos alunos, particularmente no desenvolvimento da expressão oral. “O objetivo é levar o aluno a praticar a língua estrangeira de forma fluente”, referiu.
Segundo o responsável, a utilização de ferramentas de inteligência artificial pode também ajudar a responder à falta de materiais pedagógicos, permitindo aos docentes produzir recursos para as suas aulas. A formação abrange ainda estratégias de desenvolvimento da escrita, promoção da motivação e reforço da coesão dos grupos em sala de aula.
O programa está organizado em oito módulos, apresentados no primeiro dia e aprofundados em oficinas nos dias 17 e 18 de setembro. Além do digital e da inteligência artificial, os conteúdos incluem o ensino do francês a crianças, atividades de expressão oral, artes visuais no ensino a adolescentes e adultos, fonética, exploração do manual e ensino da gramática numa abordagem orientada para a ação, dinâmica de grupo e utilização dos recursos da TV5MONDE.
Embora esta etapa esteja centrada nos professores da ilha de Santiago, a APROF-CV prevê alargar a partilha às outras ilhas. Paul Mendes explicou que os docentes que participaram na formação em França poderão dinamizar ações semelhantes nas respetivas ilhas, com o acompanhamento da associação.
Na abertura, o Embaixador de França em Cabo Verde, Omar Keita, reafirmou o compromisso com a parceria com a Uni-CV e com o desenvolvimento do ensino da língua francesa no arquipélago, salientando a importância de fazer chegar os resultados da cooperação aos professores e aos alunos.
O colóquio conta com o apoio da Cooperação Francesa, através do projeto Fonds Équipe France n.º 2025-214, ao abrigo de um acordo de subvenção entre a APROF-CV e a Embaixada de França. O projeto prevê abranger diretamente 100 professores e visa reforçar a formação contínua, alargar a rede nacional de examinadores e avaliadores das certificações DELF-DALF e capacitar futuros formadores.
As atividades decorrem no Auditório 101 do Edifício 8 e em salas do Edifício 6 da Uni-CV, na Praia. A avaliação dos trabalhos e o encerramento estão previstos para as 16h00 de sexta-feira, 18 de setembro.

A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) assinalou, na sexta-feira, 17 de abril de 2026, o encerramento do mês da Francofonia com uma cerimónia marcada pela diversidade de expressões artísticas, pela valorização da língua francesa e pelo envolvimento de estudantes, escolas secundárias, militares e instituições parceiras. A sessão de encerramento reuniu atuações musicais, poesia, teatro, dança e momentos de reconhecimento académico, num programa que evidenciou a Francofonia como espaço de encontro, cooperação e partilha cultural.
A cerimónia teve início com uma atuação coral centrada em mensagens de solidariedade, fraternidade, igualdade e cooperação, dando o tom a um momento de celebração construído em torno de valores de união e convivência entre povos e culturas.
Um dos momentos centrais da sessão foi a entrega de diplomas a militares que concluíram formações em língua francesa nos níveis A2, B1 e B2, num gesto que reconheceu o esforço formativo e o valor do domínio linguístico em contextos institucionais e profissionais. Foram distinguidos participantes de diferentes níveis, incluindo um formando que recebeu simultaneamente certificação B1 e B2.
O programa integrou ainda a participação de várias escolas secundárias, que trouxeram ao palco canções, recitações poéticas, danças e pequenas encenações teatrais. A Escola Secundária Constantine Semedo apresentou uma interpretação musical da canção Love Story, enquanto a Escola Pedro Gomes participou com a leitura de um excerto de A Prosa do Transiberiano, de Blaise Cendrars. Já os estudantes do Clube de Francês apresentaram uma peça de teatro centrada em questões como emigração, desemprego, favoritismo e aspirações juvenis, retratando, através da ficção, dificuldades sociais sentidas por muitos jovens cabo-verdianos.
Também o Liceu Domingos Ramos participou com um espetáculo de dança e música que percorreu referências culturais da Polinésia, do Senegal e da Suíça, reforçando a ideia da língua francesa como ponte entre geografias e sensibilidades diversas. A Escola Técnica da Praia interpretou a canção Voilà, enquanto a Escola Mira Flores apresentou dança e música com temas como Je vole e Dernière Danse. O programa contou ainda com participações da Escola de Santa Catarina, da Escola de São Miguel, da Escola Secundária de Ribeira Grande de Santiago, da Escola de Tarrafal e da Escola Cónego Jacinto, esta última com a recitação do poema Afrique, de David Diop. O encerramento ficou a cargo de uma última peça teatral apresentada pela Escola Coração Sagrado de Jesus, de São Domingos, sobre os perigos da internet, das falsas aparências e do tráfico.
Ao reunir música, literatura, teatro, poesia e reconhecimento académico num mesmo espaço, a cerimónia de encerramento da Semana da Francofonia reafirmou a importância da língua francesa como instrumento de formação, diálogo intercultural e expressão artística. Mais do que uma celebração linguística, o momento traduziu-se numa demonstração da vitalidade da comunidade educativa e do papel da escola e da universidade na construção de pontes entre saberes, culturas e gerações.