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O professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Viriato Soromenho-Marques, defendeu, esta segunda-feira, 28 de abril, na Universidade de Cabo Verde, que a ciência contemporânea deve ser pensada de forma crítica, sobretudo num tempo em que a ação humana passou a alterar profundamente os sistemas naturais do planeta.

O académico falava na segunda edição da Morabeza Científica, série de seminários integrada no Programa de Aceleração Científica (PAC), dedicada ao tema “A Ciência, o Sistema Terra e os Desafios Existenciais da Época do Antropoceno”.

A sessão decorreu em formato de mesa-redonda, com participação do orador via Zoom, e reuniu estudantes da pós-graduação e especialização em Investigação Científica em Biomedicina, docentes, investigadores e parceiros institucionais.

Na sua intervenção, Viriato Soromenho-Marques sublinhou que a ciência não deve ser vista como neutra ou desligada da sociedade, mas como uma criação humana, marcada por interesses, escolhas políticas e relações de poder. O professor alertou ainda para os riscos de uma ciência subordinada ao mercado e às disputas tecnológicas globais.

O conferencista destacou que o Antropoceno exige uma nova responsabilidade científica e política, orientada para a sustentabilidade do Sistema Terra, num contexto marcado pelas alterações climáticas, perda de biodiversidade e degradação dos ecossistemas.

A abertura da sessão esteve a cargo da professora Denise Colito, que agradeceu a presença do conferencista e o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, parceiros da iniciativa.

Com esta segunda edição da Morabeza Científica, a Uni-CV reforça o debate académico sobre os grandes desafios científicos, ambientais e sociais do presente.

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