À margem do I Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília, a Universidade de Cabo Verde formalizou uma rede de parcerias que cobre mobilidade, dupla diplomação, cotutela e investigação conjunta, e deixou em aberto a porta para novas adesões.

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A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) regressou de Brasília com um dos balanços mais expressivos da sua história recente em matéria de cooperação internacional. À margem do I Fórum de Reitores Brasil-África, que decorreu entre 25 e 27 de maio no Centro Internacional de Convenções do Brasil, a instituição rubricou acordos de cooperação com 12 universidades brasileiras e deixou encaminhadas negociações com outras cinco, num movimento que alarga de forma significativa a sua presença no ensino superior do maior país lusófono.

Os protocolos assinados abrangem a mobilidade académica de discentes, docentes, investigadores e pessoal técnico-administrativo, a dupla diplomação, a cotutela de teses, a investigação conjunta, a oferta partilhada de cursos, seminários e programas de pós-graduação, incluindo doutoramento, e ainda áreas emergentes como a inteligência artificial aplicada à educação, à saúde, à agricultura, à energia e à gestão pública.

Entre as instituições que firmaram acordo com a Uni-CV contam-se a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A lista prolonga-se ainda com a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), a Universidade Federal de Rondonópolis, a Fundação Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Fundação Universidade do Amazonas (UFAM), abrangendo regiões tão diversas como o Nordeste, o Centro-Oeste, o Sul e a Amazónia brasileira.

Um leque que vai da mobilidade à cotutela

Com a UFSC, por exemplo, a cooperação contempla a mobilidade de estudantes de graduação e pós-graduação, projetos de ensino, investigação e extensão, programas de curta duração, dupla diplomação e cotutela, ao passo que a UNESP centra a parceria na assessoria científica e cultural mútua e no intercâmbio de docentes e estudantes segundo programas anuais previamente estabelecidos.

Outras instituições reforçam dimensões específicas: a Universidade Federal de Rondonópolis prevê a partilha de bolsas e de conhecimento sobre políticas linguísticas, enquanto a Fundação Universidade do Amazonas aposta na colaboração técnica e na partilha de laboratórios, equipamentos e acervos. A UFPB, por seu turno, ancora a execução das atividades num Plano de Trabalho específico, com metas, cronograma e mecanismos de aferição de resultados.

À carteira de acordos já rubricados juntam-se cinco protocolos de cooperação em fase de concertação para futura celebração: a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade Federal Rural da Amazónia (UFRA), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade do Vale do Taquari (UNIVATES) e a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG).

Os entendimentos surgem no quadro de um fórum inédito, que reuniu 64 reitores africanos de mais de 30 países e 70 reitores brasileiros, e que culminou na “Carta de Brasília”, documento que fixa as diretrizes para as futuras ações de cooperação universitária internacional. Para a Uni-CV, representada pela reitora Astrigilda Pires Rocha Silveira e pelo Pró-Reitor para a Cooperação Internacional e Parcerias Estratégicas, António de Jesus, o saldo confirma o seu posicionamento como interlocutora privilegiada de Cabo Verde no diálogo académico Sul-Sul.

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