Em audiência com o Presidente da República, a reitora Astrigilda Silveira destacou a internacionalização da universidade, a valorização da diáspora e a criação de um Observatório de Políticas Públicas.

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A reitora da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), Astrigilda Silveira, reafirmou, durante uma audiência com o Presidente da República, José Maria Neves, a ambição de consolidar a internacionalização da instituição e de a afirmar como referência na sub-região e nos PALOP. Entre os temas em destaque estiveram ainda a valorização da diáspora cabo-verdiana na academia, o reforço do capital humano e a criação de um Observatório de Políticas Públicas.

A Universidade de Cabo Verde quer reforçar o seu posicionamento estratégico no espaço regional e lusófono, apostando numa agenda centrada na internacionalização, na produção de conhecimento útil à sociedade e no fortalecimento das suas capacidades institucionais. Essa visão foi apresentada pela reitora da Uni-CV, Astrigilda Silveira, durante a audiência realizada na manhã de 7 de abril de 2026 com o Presidente da República, José Maria Neves.

Em declarações à imprensa após o encontro, a reitora sublinhou a disponibilidade da universidade pública para colaborar com as mais altas instâncias do Estado no desenvolvimento do ensino superior em Cabo Verde. Entre os assuntos abordados, destacou a valorização da diáspora cabo-verdiana no espaço académico, em consonância com posições anteriormente defendidas pelo chefe de Estado, bem como a necessidade de reforçar o capital humano.

Astrigilda Silveira assinalou também que a Uni-CV pretende continuar a contar com o apoio do Presidente da República para consolidar o seu processo de internacionalização. O objetivo, segundo referiu, é afirmar a universidade pública como uma instituição de referência na sub-região africana e no espaço dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Entre as prioridades apresentadas ao Presidente da República, a reitora destacou a criação de um Observatório de Políticas Públicas, concebido como instrumento para transformar dados em soluções e apoiar a tomada de decisões no sector público e no sector privado. Esse observatório deverá funcionar em articulação com outras estruturas da universidade, incluindo o Centro de Empreendedorismo e Prestação de Serviços, o Centro de Investigação e Negócios e o Centro Francófono e de Empregabilidade.

A proposta insere-se numa visão mais ampla de aproximação entre a academia, as políticas públicas e as necessidades concretas do desenvolvimento nacional. De acordo com a reitora, a produção de evidências científicas e a sua tradução em respostas aplicáveis constituem uma das prioridades do novo ciclo de liderança da instituição.

No encontro, foram ainda reconhecidos desafios persistentes no funcionamento da universidade, nomeadamente em matéria de sustentabilidade institucional e de bloqueio das carreiras do pessoal docente e não docente, questões que, segundo a reitora, exigem diálogo estratégico com o Governo.

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