A Extensão Universitária é entendida como um processo educativo, cultural e científico, que articula o ensino e a investigação para a produção e a disseminação do saber universal, contribui para o desenvolvimento social, cultural e económico de Cabo Verde e viabiliza a relação transformadora entre a Universidade e a Sociedade.

As ações de Extensão Universitária devem procurar promover o diálogo e a interação com a comunidade, para que o ensino e a investigação sejam fundamentados e integrados na realidade social, numa perspetiva interdisciplinar e crítica, contribuindo para a capacidade de desenvolver tecnologia e inovação, transferência de conhecimento, além de fomentar ações indutoras de mudança e ou transformações sociais.

As ações de Extensão Universitária poderão envolver tanto a comunidade interna da Uni-CV (estudantes, docentes e não docentes) como a externa a ela, desenvolvendo-as preferencialmente de modo interdisciplinar e ou multidisciplinar e em consonância com a missão e os objetivos da Uni-CV, sob a forma de Programa, Projeto, Evento, Curso, Prestação de Serviços e Publicação.

Plano de Actividades


Ter. maio 05, 2020 @ 8:00AM



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Maratona de Leitura em Língua Portuguesa

5 de Maio – Dia Mundial da Língua Portuguesa 

Tema:  As ilhas da Macaronésia nas literaturas portuguesa e cabo-verdiana

 

A ilha está presente na literatura como lugar de partida imposta, porto de largada ambicionada, território de apegos e de fronteiras afetivas, ancoradouro de identidade, chão de ausência e de distância física, social e até cultural.

Ilhas abençoadas ou porto seguro para os navegantes, as ilhas da Macaronésia não são lugares de passagem, antes desempenham um importante papel no processo de globalização e de interculturalidade.

Ser ilhéu é querer sair da ilha e ter pressa de voltar, é alcançar o mundo a partir de um “grãozinho” de terra. 

Essa singular condição arquipelágica e o seu arrojo de universalidade é referência sempre presente nas literaturas insulares de expressão portuguesa dos Açores, da Madeira e de Cabo Verde e é o tema escolhido para esta maratona de leitura (em formato a distância). 

É esta uma forma de celebrarmos o dia Mundial da Língua Portuguesa, unidos pelas vivências complexas, de adversidades e de superação que aproximam os arquipélagos de Portugal e Cabo Verde.

 

Participação

A presente edição irá realizar-se em formato a distância, através do envio de um vídeo.

Podem participar todos os que gostam de ler, independentemente da idade.

Para participar, devem enviar um vídeo com a leitura de um excerto breve (máximo de 2 minutos), gravado com o telemóvel na posição horizontal, para o endereço eletrónico Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar., até ao dia 30 de abril.

As leituras serão publicadas nas redes sociais e na página eletrónica do Centro de Língua Portuguesa Camões I.P. no Mindelo.

A seleção da obra e do excerto a ler são livres e da responsabilidade dos participantes.

Deixamos algumas referências de obras para diferentes faixas etárias, salientando, contudo, que se trata apenas de sugestões e que teremos todo o gosto e interesse em enriquecer esta lista com as vossas propostas.

Nota: indicamos apenas o autor, o título e a(s) ilha(s) representadas na obra, sem referência a local de edição e editora visto que a maior parte tem várias edições. Podem encontrá-las em papel ou em formato e-book.

AGUIAR, Cristóvão – Raiz comovida (Açores)

ALMEIDA, Germano – Regresso ao paraíso (Cabo Verde)

BARRENO, Maria Isabel – O senhor das ilhas (Cabo Verde)

FERREIRA, Manuel – Hora di bai (Cabo Verde)

GARCIA, José Martins – Contrabando original (Açores)

GONÇALVES, António Aurélio – Terra de promissão (Cabo Verde)

LOPES, Baltasar – Chiquinho (Cabo Verde)

LOPES, José Vicente – A fortuna dos dias (Cabo Verde)

MARQUES, Helena – O último cais (Madeira)

NEMÉSIO, Vitorino – Mau tempo no canal (Açores)

SÁ, Daniel – Ilha grande fechada (Cabo Verde)

SALÚSTIO, Dina – Filhos de Deus (Cabo Verde)

Infantil e juvenil:

BETTENCOURT, Fátima – A cruz do Rufino (Cabo Verde)

FONSECA, João – Burro carga-d’água (Cabo Verde)

GUTA, Mana – Camões crioulo e a história das ilhas (Cabo Verde)

HOMEM, Maria Aurora Carvalho – A cidade do funcho (Madeira)

LEITE, Ana Paula Medeiros - As aventuras de João Rezingão (Açores)

MARGARIDO, Susana Teles – Luna e as ilhas fantásticas dos Açores (Açores) 

PEREIRA, Ana Teresa – As duas casas (Madeira)

PEREIRA, Marilene – O mistério da Cidade Velha (Cabo Verde)

VARELA, Dai – A fita cor-de-rosa (Cabo Verde)



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Nesta segunda-feira, 16 de março, às 17horas, no auditório da Escola de Negócios e Governação da Uni-CV,  no Campus de Palmarejo, o Delegado do Governo das Canarias em Cabo Verde, Sr. D. Jorge Cólogan y González-Massieu, apresentará o Programa de Bolsas de Mestrado para Canárias, assim como o processo de candidatura para estudantes menores de 30 anos, do último curso de licenciatura (assim como os estudantes que terminaram os estudos até o ano 2016).

Apresentação do Programa



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2ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO POLO DA CÁTEDRA UNESCO

 Memória Histórica e Vida Social nos Espaços Urbano-Rurais Luso-Africanos Campus do Palmarejo/Cidade da Praia – 10/03/2020 das 08:30 às 14:30 ENQUADRAMENTO 

Memória enquanto aquilo que foi vivido e sempre lembrado pelos grupos viventes é vista pela história na sua complexidade, devido à riqueza dos seus elementos e, consequentemente, com pertinência para o conhecimento. A memória histórica presenta-se como um processo de apropriação de fatos que ocorrem de forma ativa e dinâmica, até mesmo interativa, considerando a vida social do sujeito. Com isso, parte de construções referenciais de passado e do presente, para se poder observar, neste contexto, as diferentes perspetivas e posicionamentos dos grupos sociais, nos mundos urbanos e rurais. Na relação entre os mundos rural e urbano nos espaços luso-africanos, procura-se entender, por um lado, as dinâmicas urbanas relacionadas, antes de tudo, com a organização do território para responder às demandas sociais. Por outro lado, referindo-se ao mundo rural, este estrutura-se em torno de atividades onde se ressaltam, entre outras, aquelas que têm a ver com as questões agrárias e toda uma normatividade que procura responder às conflitualidades que, geralmente, são variadas. A conferência envolverá entre outros, quatro investigadores ligados ao Projecto RESISTANCE, uma das quais estrangeira e vai analisar, em ambiente de interdisciplinaridade, as referenciadas realidades dos mundos rural e urbano em espaços luso-africanos, incluindo a forma como a paisagem rural se apresenta para refletir as dinâmicas históricas, harmonias ou incongruências entre as características naturais e as atividades quotidianas bem como as formas como se estruturaram os assentamentos humanos, sobretudo nos meios rurais. Possibilitará, igualmente, refletir as relações entre grupos sociais e panoramas citadinos, em grande medida, construídas à revelia dos necessários equilíbrios entre o homem e o meio ambiente. O evento, que sucede à Primeira Conferência Internacional realizada pela Cátedra UNESCO de História e Património, no ano passado na Cidade Velha, realizado este ano pela Uni-CV, através da FCSHA e da Cátedra UNESCO, permitirá uma discussão com o fim de se perceber até que ponto os desafios colocados no passado e nos tempos de hoje à vida social, nos mundos urbanos e rurais de espaços luso-africanos, têm respostas nos modos de vida, nas atitudes e comportamentos humanos em relação ao meio bem assim, nas políticas públicas. Será, igualmente, oportunidade para a apresentação de alguns resultados de pesquisa no âmbito do Projeto RESISTACE/Uni-CV. 

PÚBLICO-ALVO:

 

  • Comunidade académica da Uni-CV em geral, Professores de História no Ensino Secundário na Praia e interessados na matéria, estudantes, sobretudo os afetos à FCSHA.

 ORGANIZAÇÃO: membros da Cátedra UNESCO de História e Património e do Projeto RESISTANCE/Uni-CV

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A conferência começa analisando o processo histórico de desapropriação política da soberania africana e pilhagem econômica de recursos africanos. Também é dada ênfase ao imperialismo cultural e ao genocídio contra o povo africano; sendo o conceito de Maafa ou Holocausto Africano (Roberson, Ed. 1995; 1996a; 1996b) e o da Síndrome Pós-Traumático do Escravo (DeGruy Leary, 2005), centrais para esse empreendimento de despersonalização e alienação intelectual e cultural. No mesmo contexto, processos de geração, disseminação e utilização de conhecimento ocorrem em “países em desenvolvimento”, de acordo com regras e processos sintomáticos de uma lógica de "perpetuação do Pacto Colonial" (Hountondji, P. 1998). O esforço para descompactar, dentro deste contexto, apostas e desafios específicos para o Renascimento Africano, envolve uma análise aprofundada de algumas modalidades operacionais do Holocausto Africano, que incluem: o sequestro dos sistemas educacionais africanos, a desqualificação e marginalização das línguas e culturas indígenas africanas, e a imposição da religião no lugar da espiritualidade original africana.

De seguida, o conferencista analisa o Renascimento Africano e o Pan-Africanismo dentro do contexto da Globalização: um contexto duma civilização mundial ainda dominada por interesses nacionais conflitantes; e em que questões de segurança militar determinam a possibilidade de sucesso ou fracasso das estratégias nacionais de desenvolvimento econômico; enquanto o aproveitamento do conhecimento científico e da informação e tecnologia, desempenha um papel fundamental na riqueza das nações e no equilíbrio de poderes em todo o mundo.

Prof. Samba Buri MBOUP foi educado na Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar e na França. Ele obteve um doutoramento em Literatura General & Comparativa (Tese sobre literatura e oratura wolof), e um diploma universitário em Suaíli / Língua e Civilização Bantu, ambos da Universidade de Sorbonne, Paris. Ele fala francês, inglês, português, espanhol, bem como Wolof (língua materna) e Suaíli (língua oficial da União Africana). 

Actualmente Professor associado do Centro de Estudos Diplomáticos e Estratégicos e Chefe do Departamento de Línguas e Cultura do Instituto Pan-Africano de Cultura e Pesquisa de Yène (Senegal), ele também é membro fundador do Thabo Mbeki African Leadership Institute. Ex-Professor associado da Universidade da África do Sul (UNISA) de outubro de 2006 a dezembro de 2012, o Dr. Mboup também actuou como Embaixador do Senegal na África Austral e no Oceano Índico (agosto de 2001/julho de 2006). Nessa qualidade, foi membro cooptado do Comité Directivo e uma pessoa-recurso (perito) para NEPAD nas áreas de educação e governação.



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Qui. Fev. 13, 2020 @ 4:00PM



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Ter. Fev. 11, 2020 @ 8:00AM



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Sex. Jan. 31, 2020 @ 4:30PM



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Sex. Jan. 31, 2020 @ 8:30AM



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Programa



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Enquadrado na próxima passagem do Navio Sagres pela cidade da Praia, a Universidade de Cabo Verde realizará uma mesa-redonda alusiva à viagem de circunavegação de Fernão de Magalhães no dia 21 de janeiro, às 16 horas, no auditório do Campus do Palmarejo.

Na mesa-redonda participarão João Paulo Costa, José Manuel Marques, Juan Marchena Fernandez e Nayibe Gutierrez Montoya tendo como moderador o docente da Faculdade de Ciências Sociais, Humanas e Artes da Uni-CV, Lourenço Gomes.

Recorda-se que o navio-escola Sagres fez-se ao mar no 5 de janeiro a partir do Terminal de Cruzeiros de Santa Apolónia em Lisboa, iniciando a viagem que reedita e celebra a circum-navegação de Fernão de Magalhães há 500 anos. Serão 371 dias a dar a volta ao mundo com paragens em 22 portos de 19 países diferentes, entre eles Cabo Verde.

Na embarcação encontram-se 142 elementos de guarnição, entre os quais quatro mulheres, 50 instruendos da Aporvela – Associação Portuguesa do Treino de Vela e dois investigadores do projeto SAIL.

Depois da primeira paragem em Tenerife (10 de janeiro), seguem-se as cidades da Praia (19 de janeiro), Rio de Janeiro, (10 de fevereiro), Cidade do Cabo, (27 de março), Maputo (09 de abril), Jacarta (29 de maio), Tóquio (18 de julho), Honolulu, Estados Unidos (27 de agosto) e Cartagena das Índias e Colômbia (05 de dezembro).


Ter. Jan. 21, 2020 @ 8:30AM



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Sex. Jan. 17, 2020 @10:00AM



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Ter. Jan. 14, 2020 @ 8:00AM



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Sex. Dez. 20, 2019 @ 3:00PM



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Programa



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Oradora: Laura C. Ferreira-Pereira, Professora Catedrática de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade do Minho.

Moderador: Odair Barros-Varela (Director Académico do MIRA - Uni-CV)