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Está a decorrer desde 16 de Agosto na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), no Mindelo, o terceiro módulo presencial do Curso de Especialização em Educação Profissional em Saúde (CEEPS) para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), sob a organização e apoio da Uni-CV.

A formação, que reúne 27 alunos – sete de Angola, cinco de Cabo Verde, cinco da Guiné-Bissau, sete de Moçambique e três de São Tomé e Príncipe – vai até 26 de Agosto. Insere-se no Plano Estratégico de Cooperação em Saúde da CPLP (PECS CPLP 2009-2012), que tem como meta o fortalecimento dos sistemas de saúde dos Estados Membros da CPLP.

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O objectivo do CEEPS é especializar docentes e dirigentes na área da Educação Profissional em Saúde, mediante o aprofundamento das bases teórico-metodológicas que fundamentam as políticas de educação e suas relações com a saúde e com o trabalho em saúde. O curso promove a compreensão histórica de tais políticas e potencializa práticas transformadoras que contribuam para a estruturação e consolidação das instituições públicas de formação de técnicos em saúde.

O Curso de Especialização em Educação Profissional em Saúde foi fruto de um trabalho colectivo realizado pelos profissionais da pós-graduação e da cooperação internacional da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz), no Brasil. É financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) da União Europeia através do Projecto de Apoio ao Desenvolvimento dos Recursos Humanos para a Saúde nos PALOP e Timor Leste (PADRHS_PALOP e TL), com apoio também do Banco Mundial. O projecto é coordenado pela EPSJV/Fiocruz, responsável igualmente pela certificação dos alunos.

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Este é o terceiro de quatro módulos. O primeiro foi realizado na Guiné-Bissau, em Março último, e o segundo em Abril, em Moçambique. O último módulo será realizado no Rio de Janeiro, Brasil, entre Novembro e Dezembro próximo.

Segundo a organização, a partir de alguns depoimentos dos alunos, percebe-se que o curso, além de contribuir para o fortalecimento da formação de técnicos, favorece o intercâmbio entre as instituições participantes. Por outro lado, a possibilidade que o curso oferece de conhecimento in loco, pelos alunos, da realidade dos países africanos, permite estreitar os laços de cooperação horizontal, favorecendo o reconhecimento da origem comum e a busca por soluções de problemas vivenciados de maneira semelhante.

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