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O Vice-Primeiro Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, ministrou uma aula magna intitulada “Literacia Fiscal” em um ato presidido pela Reitora da Universidade de Cabo Verde, Judite Medina do Nascimento, acompanhado do Presidente da Escola de Negócios e Governação da Uni-CV, João Brito.

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A Reitora da Uni-CV, durante o ato de abertura, destacou os atuais desafios da Universidade de Cabo Verde, nomeadamente a transformação do ambiente académico e a criação de uma verdadeira cultura universitária, que passa pelo desenvolvimento de espaços de debates sobre temáticas que são pertinentes e relevantes para o país e a instituição. A temática da cidadania fiscal para a Universidade de Cabo Verde é cada vez mais pertinente, não só que a comunidade académica tenha consciência da responsabilidade enquanto cidadãos naquilo que é o cumprimento dos impostos que são necessárias as receitas para o país, mas especificamente as taxas que dizem respeito às universidades e aos estabelecimentos de ensino. A Reitora lembrou que este é também um desafio que a Universidade de Cabo Verde enfrenta.

A Uni-CV é relevante, a Uni-CV cria e coloca quadros de valor no mercado e é indiscutível que a Universidade de Cabo Verde tem contribuído com uma média de 600 estudantes anualmente em diversas áreas. Temos a consciência que devemos trabalhar mais o perfil dos estudantes, daí que, para além dos conhecimentos que recebem na sala de aula eles conseguem através desses eventos adquirir competências transversais que complementam o seu perfil para que possam ser quadros bem formados que chegam ao mercado de trabalho e orgulham a nossa instituição.  

 

Um alinhamento para construir um Cabo Verde melhor

A aula magna, enquadrada na 1ª Semana dos cursos de Ciências Empresariais e Organizacionais e Gestão Comercial e Marketing, um ato que podia ouvir o Vice-Primeiro Ministro e Ministro das Finanças a debruçar sobre o alinhamento necessário para construir um país melhor porque o futuro de Cabo Verde não é mérito e responsabilidade de uma entidade, o futuro é coletivo. “Se há problema que existe neste país é o alinhamento. Temos de ter uma visão própria em relação ao futuro do país, uma visão que seja partilhada, discutida, mas também que seja uma visão que nos orienta para ação. Não podemos ter Governo de um lado, universidades do outro, e empresários do outro lado, tem de haver um alinhamento nacional em relação ao futuro de Cabo Verde”. A Universidade de Cabo Verde só pode ser excelente porque estar a ostentar o título de Cabo Verde é uma enorme responsabilidade. Cabo Verde é o conceito que nos une, porque as funções são precárias e não são relevantes, mas sim o nosso compromisso com Cabo Verde. Olavo Correia disse que há necessidade de reforçar o alinhamento entre as várias entidades que são fundamentais para construir um país melhor.  

O papel do Estado

“Preparar os jovens com educação de qualidade, formação profissional de qualidade para todos em todas as ilhas, é a função do Estado”. “Nós, enquanto políticos, temos de criar condições para evitar que as circunstâncias financeiras dos pais possam ser o impedimento para os jovens sonharem alto. Temos de criar um sistema que garante que todos tenham acesso ao ensino básico, ensino secundário, formação profissional obrigatório, gratuito para todos, tendencialmente. Paga quem poder pagar e quem não tem como pagar tem de ter acesso”. O Vice-Primeiro Ministro e Ministro de Finanças lembrou que “não podemos ter um país sem enfermeiros, carpinteiros, ferreiros, marceneiros, canalizadores, pedreiros, o país precisa de tudo isto”. Deixou claro que “quem vai para as universidades tem de ser, seguramente, a nata do país, a excelência do país. Estes, também devem merecer o incentivo do Estado para que possam fazer o país avançar porque hoje o mundo fala na inteligência artificial, internet das coisas, da robotização, do Blockchain. A sociedade moderna não é a sociedade da indústria, nem da agricultura, nem do conhecimento, mas sim da inovação e criatividade quem não tiver esta competência tem futuro hipotecado”.   Direcionou-se para os jovens presentes na aula magna, afirmando “O Estado não cria o emprego para ninguém, nós temos de criar a cultura de um povo empreendedor, gente que empreende micro, pequenos, médios e grandes, o Estado cria condições para que tenhamos empreendedores, mas não queremos um Estado empreendedor em si próprio como empresário e gestor. Temos de ter gente empreendedora, a universidade tem um papel no sentido de criar essa massa crítica empreendedora.  Estamos a criar um ecossistema para jovens que têm ideias, projetos, iniciativas e querem empreender tenham condições para o fazer.” Desafiou os jovens a serem entidades criadoras de valor. “Só assim conseguiremos elevar o nosso nível de desenvolvimento”.

“Estamos condenados a ter uma parceria de excelência com a Universidade de Cabo Verde para um Cabo Verde Melhor”, concluiu o Vice-Primeiro Ministro e Ministro das Finanças, agradecendo a Uni-CV pelo convite.

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