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 A Universidade de Cabo Verde e a Universidade Federal de Paraná (UFPR), promoveram diálogos atlânticos: um oceano de trocas culturais e capitais entre Brasil e Cabo Verde, entre os dias 3 a 11 de dezembro, nas duas universidades através da videoconferência.

Durante os nove dias de diálogos atlânticos, os estudantes de diversos cursos da Uni-CV e da UFPR estiveram a debater temas variados de extrema importância para a academia, recolhendo assim subsídios para novas investigações.

Estiveram sobre a mesa temas diferenciados como: segurança alimentar, resgate de saberes e práticas tradicionais, parte I e II; autobiografias em trânsito: memórias deslocamento; género e violência; património cultural e legislação e diálogos entre oceanos parte I e II.

A UFPR deu início às apresentações com a professora Sílvia Rigon, que se debruçou sobre a “segurança alimentar, resgate de saberes e práticas tradicionais - parte I, com base em cinco aspetos: os conceitos primordiais; a contextualização histórica da temática; a saída do Brasil do mapa da fome; os desafios para o futuro e as propostas.

A segunda parte do tema “segurança alimentar, resgate de saberes e práticas tradicionais - parte II”, foi apresentado pela professora Maria de Lourdes Gonçalves, Vice-Presidente da Escola de Ciências Agrárias e Ambientais, revelando que a Segurança Alimentar em Cabo Verde é encarada como prioridade, devido à configuração natural do arquipélago, que sofre com o regime irregular de chuvas, tornando assim o país dependente do mercado exterior, ou seja, vulnerável às conjunturas nacional e internacional.

Um outro tema que se destacou durante o evento foi “Género e Violência”.  A professora Carmelinda Silva, enquanto investigadora do Centro de Investigação em Género e Família, falou da sua pesquisa acadêmica (pressupostos, conceitos – apropriados e inapropriados à realidade cabo-verdiana –, autores – estrangeiros e cabo-verdianos-, embates culturais e conclusões), bem com da sua atuação pública, o trabalho de ONGs e as parcerias internacionais (como a própria ONU) no atendimento e o cuidado na promoção de políticas sobre a matéria.

Nos últimos dias da atividade de extensão falou-se sobre o “Diálogos entre oceanos – parte I e II”, que contou com boa participação e intervenção dos pesquisadores e estudantes. No final, todos saudaram a iniciativa interinstitucional, interdisciplinar e que reuniu pesquisadores, vários alunos, técnicos de cinco áreas do conhecimento.

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