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No dia 31 de outubro ficamos a conhecer o vencedor do Concurso de Fotografia Urbana - que aborda os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Nova Agenda Urbana - realizado pela ONU-Habitat com a colaboração da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

Delvany De Pina, é licenciado em Geografia e Ordenamento do Território, pela Uni-CV, e estagiário no Centro de Investigação e Formação em Género e Família (CIGEF); tomou posse como Embaixador Urbano na ONU-Habitat no dia Mundial das Cidades.

Fomos falar com Delvany de Pina, para saber como se está a sentir como vencedor do concurso e saber dos seus planos como Embaixador Urbano. Confira!

Qual é o seu plano como Embaixador Urbano para o desenvolvimento social ?

Tenho muitos planos, mas ainda é muito cedo falar disso já que só fui empossado como embaixador urbano no passado dia 31 de outubro. Entretanto, o objetivo é de implementar no seio social um plano que mostre a todos os cidadãos e, sobretudo, aos dirigentes políticos, que realmente todos precisam de uma habitação condigna uma vez. Quero contribuir para desenvolver a sociedade.

Acha que o facto de estudar geografia e ordenamento de território facilitou-lhe a sua participação nesse concurso?

Sim porque eu nunca estudei a parte teórica da fotografia, mas a parte prática eu tive desde o meu primeiro ano de curso, e também com a ajuda do meu amigo Alex, da Ilha do Fogo, que me ensinou o caminho que realmente devo percorrer. Então, de modo direto ou indiretamente, o meu curso ajudou-me bastante neste tipo de trabalho.

Como se sente neste momento com essa vitória?

Sinto-me feliz. Mas o meu maior medo foi o de saber que vou participar num concurso em que tenho como adversários os estudantes de multimédia que, para além da parte prática, têm a parte teórica. Entretanto, foi a minha força e a influência dos meus professores que fizeram com que eu participasse e vencesse este concurso, o que fez crescer o meu amor pela fotografia.  O medo torna-se em profissionalismo e foi o que aprendi com o Alex Andrade durante todo o percurso, ele dizia-me que temos de ser profissionais em todas as coisas que fazemos e foi o que eu realmente fiz. Aproveito para agradecer o Alex Andrade, a Prof Clementina Furtado, o Prof Silvia Monteiro,  o CIGEF,  a Uni- Cv, e  o meu colega João Domingos.

Foi um trabalho solitário?

Não! Digo que não, porque o meu João Domingos que entende mais da parte teórica saiu comigo para fazer as fotografias, realmente ele tem uma visão crítica sobre os problemas urbanos e eu faço mais a parte prática, que é tirar as fotografias. Eu gostava que ele pudesse aqui estar para testemunhar o seu grande contributo também nesta oportunidade que tivemos.

 

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