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O modelo de financiamento e desafios para o novo académico marcaram a abertura do Ano Letivo, na terça-feira, dia 9 de outubro, no auditório do Campus de Palmarejo evento que visou dar as boas-vindas aos novos estudantes naquela que será a sua nova casa nos próximos anos.

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 A abertura do Novo Ano Letivo 2018/19 foi presidida pelo Secretário de Estado Adjunto para a Educação (SEAE), Dr. Amadeu Cruz, que afirmou que o início de um novo ano letivo é sempre um momento que marca os jovens estudantes que, ávidos de reencontros ou de plantar e cultivar novas amizades, regressam cheios de vida e com renovada ambição ou ansiedade para iniciar ou retomar os trilhos que os conduzem a novos patamares do conhecimento científico, tecnológico e cultural. Trata-se, igualmente, de um marco relevante na vida dos professores e de todo o universo académico, pois a abertura do ano letivo é encarada como um momento para vislumbrar novos horizontes e para renovar esperanças, com a convicção de que a Educação, a Formação e a Qualificação dos Recursos Humanos são a via primordial para a construção de uma sociedade mais justa, mais solidária e mais preparada para vencer os desafios que emergem das dinâmicas e dos avanços da humanidade, agora que vivemos sob a égide de transformações alucinantes em todas as áreas e em todos os setores de atividade humana.

Modelo de financiamento do Ensino Superior

No entender do SEAE, o atual modelo de financiamento do ensino superior está saturado e poderá ser também propiciador do agravamento das assimetrias regionais e sociais. Consciente de que se trata de um dos principais constrangimentos que as instituições universitárias, os estudantes e as respetivas famílias enfrentam, o SEAE realçou que o Primeiro-Ministro anunciou, na cerimónia de abertura do ano letivo, realizada no dia 17 de setembro no Liceu Domingos Ramos, que o Governo estava a trabalhar na construção de um novo mecanismo de financiamento do acesso e frequência do ensino superior, para entrar em vigor no ano letivo 2019/20.

 O Secretário de Estado Adjunto para a Educação apontou que o modelo de financiamento em perspetiva deverá, por conseguinte, ser equitativo, justo e propiciar igualdade de oportunidades a todos os jovens cabo-verdianos, particularmente no domínio do acesso à formação superior, independentemente da condição económico-social do agregado familiar e do local de nascimento e/ou de residência.

Contrato-programa

O membro do governo agradeceu toda a colaboração dispensada pela Reitora e a Equipa Reitoral na preparação da proposta de contrato-programa e reiterou toda a disponibilidade no sentido da consensualização do documento que, na sua perspetiva, reforçará a autonomia da universidade em todos os domínios, nomeadamente no que se refere à gestão dos recursos humanos e financeiros com equilíbrio, rigor e transparência.

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“Sejam muitos bem-vindos e bem-vindas à Universidade de Cabo Verde”. Foi com esta frase que os novos estudantes da Universidade de Cabo Verde foram recebidos pela Reitora da Universidade de Cabo Verde, Judite Medina do Nascimento, numa alocução onde destacou os desafios para o novo ano letivo. E acrescenta: “vocês fizeram uma excelente escolha ao elegerem a Uni-CV como a vossa preferência. Aos antigos estudantes gostaria de dar as boas-vindas ao novo ano letivo, fazendo votos de um ano próspero e muito produtivo”.

Desafios para a área do Ensino

Numa intervenção presenciada pelos membros dos diversos órgãos da universidade, Judite Medina do Nascimento frisou os novos desafios da Universidade, nomeadamente, sintonizar as ofertas formativas com os desafios do país; garantir a acreditação de todos os cursos da Uni-CV a todos os níveis; criar uma link com a investigação e a extensão universitária e fomentar a formação a distância.

 

 

 Desafios para a área de Investigação

A nível de investigação, a Reitora destacou as seguintes metas: promover a investigação aplicada ao desenvolvimento para reforçar a relevância da Universidade de Cabo Verde; promover a prestação de serviço para melhorar o sistema de financiamento da Uni-CV e garantir a sua perenidade; reforçar o envolvimento dos estudantes em projetos de investigação, promovendo a iniciação científica endógena e promover a mobilidade internacional, nomeadamente pela recuperação do programa de iniciação científica em novos moldes.

Desafios para a área da Extensão Universitária

No que diz respeito à Extensão Universitária, a Reitora apontou os seguintes desafios: promover o desenvolvimento de start-up’s e spin-off’s; consolidar a agenda de eventos científicos; promover a transferência de conhecimento e tecnologia à sociedade;  consolidar programas de reforço das disciplinas onde o sucesso é menos frequente, como a matemática, nomeadamente pelo reforço dos programas desenvolvidos no Projeto do Instituto Geogebra; consolidar as Casas da Ciência, envolvendo os estudantes e docentes para que se tornem sustentáveis e perenes, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país; e incentivar o empreendedorismo e a transferência de conhecimento e tecnologia à sociedade;

Desafios para a área da Tecnologia e Inovação

Os desafios não ficam somente nos 3 Pilares da universidade – Ensino, Investigação e Extensão - também abrange a Tecnologia e a Inovação, onde se pretende concluir a montagem do Sistema de Informação Integrada e o Sistema Gestão Integrado, associando-os a outras plataformas de gestão da informação, nomeadamente para a Investigação e Extensão Universitária; modernizar a Universidade pela aposta na Inovação; promover a modernização da universidade pela aposta nas Tecnologias e na Inovação tanto pedagógica como científica e tecnológica; e apoiar a Universidade na montagem de uma vasta rede nacional de formação a distância.

Desafios para a área Ação Social, Cultura Universitária e Vida Estudantil

Para Ação Social, Cultura Universitária e Vida Estudantil, a Universidade de Cabo Verde pretende construir uma universidade saudável e amiga do ambiente; reforçar o GOPE e os Serviços de Ação Social; promover a cultura Universitária e desenvolver o espírito académico.

Desafios para a área de Liderança

A Liderança é a outra grande área, em que se pretende consolidar a internacionalização pelo fomento dos institutos de línguas, literatura e cultura; consolidar os programas de pós-graduação e mobilidade internacional, através do reforço da cooperação internacional, com ênfase, neste primeiro momento, no programa de mestrado Integrado em Medicina e restantes áreas da saúde. Para tal, na última viagem ao Brasil e na Universidade Federal do Ceará (UFC), a Reitora encetou contactos para se poder garantir vagas para a residência dos melhores estudantes de Medicina em 2021/2022 e vagas para pós-graduação em Enfermagem e outras áreas afins, nomeadamente a Psicologia. A Reitora frisou ainda que está em negociação com a UFC, Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para se retomar o programa de iniciação científica como Brasil, em novos moldes. Está-se ainda a preparar um Plano de Gestão para o Novo Campus da Uni-CV; a rever os Estatutos de pessoal docente e não docente; a montar um Fórum anual sobre o desenvolvimento sustentável da Uni-CV e a montar um plano de sustentabilidade da Uni-CV.

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A intervenção da Cíntia Barros, Presidente da Associação Académica dos Estudantes da Uni-CV (Acad Uni-CV), realçou a relação que deve existir entre os estudantes e os docentes, a administração e os principais desafios da academia. E acrescentou “A Universidade de Cabo Verde abriga grande parte dos estudantes de Cabo Verde que só pelo facto de a escolheram, independentemente das razões, a escolha faz desta casa um espaço especial”.

 

 

 

 

 

 

Terminados os discursos e recebidos “oficialmente” na única instituição do Ensino Superior Pública em Cabo Verde, os novos estudantes vão, nos próximos anos, partilhar os corredores das faculdades e escolas da Uni-CV. Este é o momento que simboliza o arranque oficial de um percurso que se espera de sucesso na Universidade de Cabo Verde.

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