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 A educação e a formação académica acabam por ser uma boa forma de se investir no país. Ciente de que são os estudantes que têm o futuro nas suas mãos, a professora e Coordenadora do Grupo Disciplinar de Relações Públicas, Marketing e Serviços, Mestre Sandra Lima, no âmbito das atividades da disciplina de Gestão de Eventos que leciona na ENG desafiou os seus alunos a criar um evento que tivesse impacto social e que ficasse como uma tradição do curso. A localidade escolhida, pela turma da tarde, para beneficiar deste projeto, seria São Tomé, na ilha de Santiago.

 Se nos deslocarmos ao sul do concelho da Praia deparamo-nos com esta localidade, que tem vocação essencialmente rural. À primeira vista pode notar-se que é uma zona pequena para o número e tamanho dos problemas que a mesma abarca. Desde a ausência de água canalizada, até a inexistência de um espaço de lazer, e também a presença de uma escola em que as turmas de primeiro e segundo ano compartilham a mesma sala, o mesmo acontecendo com as de terceiro e quarto ano, algo que dificulta a aprendizagem, sem esquecer as dificuldades de transporte.

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O problema maior que se colocou foi o do posto sanitário, sendo este de extrema importância para a localidade, encontrando-se degradado e, por conseguinte, fechado. Os estudantes tiveram de por em prática muito do que lhes foi ensinado na universidade, para poderem mobilizar patrocínios e angariar fundos para a reabilitação daquela infraestrutura por forma a dispor de condições necessárias ao seu normal funcionamento.

“Tivemos de redigir cartas pedindo patrocínios e realizar atividades para angariar fundos para podermos ter recursos para a atividade”. É algo que Elias Lopes, estudante da turma finalista de Relações Públicas, apresenta como sendo uma das partes essenciais para o arranque deste projeto.

 

 

 

27459542_175424876553513_2757506619678949787_n-2.jpgSaúde acima de tudo!

De acordo com as informações avançadas por Lisa Mendes, uma estudante da turma responsável pelo projeto, este é visto como em desafio a superar com sucesso, pois a comunidade reconhece a importância do posto sanitário. É nessa ótica que a estudante admite a importância do projeto levado a cabo pela sua turma frisando que “a saúde está acima de tudo, pois sem ela não nos podemos focar em mais nada”.

Lia é uma cidadã que diz ter nascido e sempre residido em S.Tomé, e sempre viu no posto uma mais-valia para a comunidade. Tal como afirma: “o centro é algo importante, pois sempre ali são supridas a necessidades em relação à saúde, desde consultas a pequenos curativos, aos primeiros socorros”. Vê com grande satisfação o trabalho que vem sendo desenvolvido pelos estudantes da Uni-CV e convida a que mais instituições realizem atividades do género em prol da localidade.



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 Em torno de uma boa causa

De acordo com os alunos, todas as reformas feitas no posto de saúde foram graças aos patrocinadores, mas colocam em igual importância o trabalho feito pelos voluntários que desde o início das obras acompanharam os alunos de forma incessante, apesar da fraca aderência da população local.

Wilson é um exemplo dos voluntários que os vem acompanhando, ele diz ter sido atraído porque achou “uma boa iniciativa porque, vai beneficiar a comunidade e principalmente, os idosos que necessitam de um acompanhamento de perto”.

Wilson parabeniza a atitude e promete continuar a fazer o que estiver ao seu alcance para contribuir para a reabilitação do posto, porque necessitam “de pessoas de bem com força de vontade para fazer a diferença”.

Enquanto as férias decorrem os alunos de Relações Publicas estarão a trabalhar arduamente, para a reinauguração prevista para o dia 25 de Fevereiro.  

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