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A Escola de Negócios e Governação (ENG) da Uni-CV vai acolher o lançamento da obra “Arroz Negro. As Origens Africanas do Cultivo do Arroz nas Américas” e a conferência internacional sobre “O Legado Alimentar de África no Mundo Atlântico”, na segunda-feira, dia 29 de janeiro, das 16, às 19 horas, no Auditório da ENG, no âmbito do Mestrado em Integração Regional Africana (MIRA).

O evento iniciará com a Conferência Internacional “O Legado Alimentar de África no Mundo Atlântico”, na qual farão parte os conferencistas Judith A. Carney e Richard N. Rosomoff, Professores e Investigadores da Universidade de Califórnia, Los Angeles, Estados Unidos da América.

O lançamento do livro “Arroz Negro: As Origens Africanas do Cultivo do Arroz nas Américas”, de Judith Carney, conta a história do percurso e as origens africanas do cultivo do arroz nas Américas.

Antecipando a apresentação do livro, a realizar no Escola de Negócios e Governação da Uni-CV, Judith Carney, membro da Academia de Ciências dos Estados Unidos, defende que, contrariamente ao que a história ensina, o arroz só chegou às Américas levado pelos africanos.

Sintetizando a sua tese, baseada em vários anos de estudos e um doutoramento a Professora Carney sustenta que foram os plantadores de arroz africanos que introduziram as técnicas de cultivo para o estabelecimento e expansão, no séc. XVIII, dos sistemas de plantação de arroz na Carolina do Sul e da Geórgia (EUA), portanto, a "história do arroz nas Américas tem origens africanas". Segundo afirma, o arroz foi levado para as Américas por escravos que já conheciam técnicas de cultivo de há muitos anos antes da chegada dos europeus.

"Todos os estudos diziam que o arroz chegou à Africa pelos portugueses desde os séculos XVI, XVII e XVIII. O que não é verdade", indica a professora Carney. Segundo o livro de Judith Carney, seriam os escravos da África Ocidental levados para as Américas que ensinaram a população de países como Estados Unidos, México, Brasil, Guiana, Suriname, Cuba e outros da margem ocidental do oceano Atlântico, como cultivar, descascar e cozinhar o arroz.

Muito do arroz cultivado nesses países das Américas seria vendido para o continente europeu, devido às suas características diferenciadas, defende a Professora Carney.

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