
A Universidade de Cabo Verde acolhe, na quinta-feira, 10 de setembro de 2026, a celebração do 24.º Dia da Medicina Tradicional Africana, promovida pela Associação Cabo-verdiana de Medicina Tradicional Africana e Práticas Complementares (MeTrA-PraC), em parceria com a Uni-CV, através da área de Enfermagem.
A sessão de abertura está marcada para as 9h30, na Sala António Correia e Silva, no Campus do Palmarejo Grande, e contará com a participação do Ministro da Saúde, Lúcio Miranda Fernandes, e da Reitora da Universidade de Cabo Verde, Astrigilda Pires Rocha Silveira.
O primeiro momento de reflexão do programa será o encontro “O Papel da Medicina Tradicional Africana na Saúde nos tempos atuais”. A sessão reunirá diferentes perspetivas sobre o lugar dos conhecimentos tradicionais africanos nos cuidados de saúde, abordando a sua dimensão histórica e cultural, as práticas preventivas e de cuidado, bem como os desafios relacionados com investigação, segurança, reconhecimento e regulamentação. Segue-se um período de interação com o público.
A iniciativa pretende aproximar praticantes da medicina tradicional, profissionais de saúde, académicos, estudantes, decisores públicos e sociedade civil, criando um espaço de diálogo entre saberes transmitidos ao longo de gerações e conhecimento científico contemporâneo.
O debate ocorre num contexto internacional marcado pela implementação da Estratégia Global de Medicina Tradicional 2025-2034, adotada pela Organização Mundial da Saúde. O documento estabelece como prioridades o fortalecimento da evidência científica, a segurança e regulamentação das práticas e, quando adequado, a integração da medicina tradicional, complementar e integrativa nos sistemas de saúde.
Um dos principais destaques da programação será também a exposição “Naturoteca”, patente entre 7 e 11 de setembro, das 9h00 às 17h30, no átrio da Mediateca da Uni-CV.
A mostra apresenta plantas e ervas medicinais através de imagens e informação sobre os seus nomes populares e científicos, formas tradicionais de utilização e principais usos descritos no âmbito da fitoterapia. A proposta é criar um espaço educativo de valorização dos conhecimentos associados à biodiversidade medicinal cabo-verdiana e africana.
Durante a tarde de 10 de setembro, a programação prossegue com as oficinas “Roda de Medicina Africana” e “Farmácia Viva da Mulher”, dedicadas à transmissão e partilha de saberes tradicionais. O encerramento está previsto para as 17h45, com intervenção da Professora Odete Mota, coordenadora do Grupo Disciplinar do Curso de Enfermagem da Uni-CV.
A celebração procura contribuir para uma discussão informada sobre a Medicina Tradicional Africana, colocando em diálogo cultura, saúde, investigação e preservação dos conhecimentos ancestrais.