Fórum Internacional debate questões ligadas ao Género

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Ao longo de dois dias, o auditório da Reitoria, na Praia, foi o epicentro do Fórum Internacional em torno do Género. Assim, entre 16 e 17 de Novembro, no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no horizonte 2030, o foco foi dado às vozes e DIÁLOGOS SUL-SUL. Para a Universidade de Cabo Verde, o Fórum foi também uma oportunidade para reunir países como a Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, Chile e Brasil para troca de conhecimentos, experiências e reforço de laços.

A Sessão Solene da abertura, que aconteceu no dia 16, contou com presença e intervenção da Reitora da Uni-CV, Professora Doutora Judite Medina do Nascimento, da Representante Adjunta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD, UNICEF e UNFPA), Dr.ª Ilaria Carnevali e da Ministra da Educação, Família e Inclusão Social, Dr.ª Maritza Rosabal.

A Reitora da Uni-CV considerou o fórum de “específico” por trazer pessoas de vários países do Sul, para um diálogo Sul/Sul, sobre a questão género: “o mais importante” é o enriquecimento da extensão universitária através da troca de experiências e informações entre investigadores”.

“Acreditamos que a partir deste tipo de experiências e desta partilha de informações poderemos identificar as estratégias e metodologias com maior impacto, que poderão levar a uma melhor definição para que todos juntos possamos atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 5”, perspetivou.

Por sua vez, a representante Adjunta do Sistema das Nações Unidas, Dr.ª Ilaria Carnevali, lembrou, no seu discurso, o quanto o Governo e a Uni-CV se têm envolvido e comprometido com o progresso da igualdade de género, bem como com a sua transversalidade nos diferentes planos de desenvolvimento.

Ilaria Carnevali, que recordou que sem trabalhar as questões da igualdade de género e definir um olhar de género sobre as problemáticas de desenvolvimento, não será possível alcançar os ODS, chamou a atenção de todos no sentido de se cumprir a Agenda 2030.

“Pela primeira vez existem marcadores para analisar a evolução das questões relacionadas com o género no país. Por outro lado, a lei da paridade significa pôr fim à discriminação e reconhecer que mulheres e homens têm direitos iguais”, disse a Ministra da Educação, Família e Inclusão Social.

Segundo a Ministra, no que se refere ao género, está-se a trabalhar para a erradicação da violência de género, que apesar da existência de uma lei, continua a ser um “problema”.

Neste fórum reuniram-se entidades a nível dos países do Sul que têm desenvolvido estudos de investigação neste domínio e desenvolvido estratégias conjuntas, visando observar as metodologias utilizadas e analisar em conjunto a possibilidade de partir para novas metodologias ou para reajustes que se mostrem necessários.

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