Seminário Internacional “Luis Romano e o Brasil”

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A Universidade de Cabo Verde em parceira com a Embaixada do Brasil em Cabo Verde, recebeu o Seminário Internacional sobre “Luis Romano e o Brasil”, no dia 3 de Novembro, no auditório da Reitoria, no Plateau.

A sessão solene de abertura do seminário contou com a intervenção do Ministro da Cultura e Industrias Criativas, Dr. Abrão Vicente, da Reitora da Uni-CV, Professora Doutora Judite Medina do Nascimento, da Diretora do Centro Cultural Brasil Cabo Verde, Dr.ª Marilene Pereira, da Diretora da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, Professora Doutora Fátima Fernandes, da Presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras, Dr.ª Vera Duarte e da Coordenadora do Seminário “Luis Romano e o Brasil” , Professora Doutora Simone Caputo Gomes.

O primeiro a fazer uso da palavra foi o Senhor Ministro da Cultura e Industrias Criativas, Dr. Abrão Vicente, que afirmou esperar que a partir daquela data Luis Romano possa ser mais estudado, melhor compreendido e amado por Cabo Verde.

 “Luis Romano representou Cabo Verde, levou o nome de Cabo Verde para fora do país e criou uma imagem positiva e privilegiada do cabo-verdiano no Brasil”, apontou a Reitora da Uni-CV.

A Diretora do Centro Cultural Brasil Cabo Verde manifestou dois sentimentos: “orgulho” e “alegria”. “Orgulho por ser pelas mãos do Brasil que o Luis Romano de certa forma volta para casa, e alegria porque é um reencontro com uma pessoa que eu conheço há uns anos por causa da literatura cabo-verdiana, que é Simone Caputo”.

“Este seminário é um seminário de aprendizagem do autor, mas também é um seminário sobre aquilo que nós poderemos vir a decidir o que fazer com o resgate e com um autor como Luis Romano”, avançou a Diretora da Biblioteca Nacional de Cabo Verde.

A Professora Doutora Simone Caputo Gomes, descreveu Luis Romano como um “magnífico” em termos de literatura, de texto e temas candentes de Cabo Verde que trazia ao público. Afirmou ainda que o autor cabo-verdiano era um “erudito”.

“O meu apelo é no sentido de Cabo Verde valorizar as obras escritas por ele na época anticolonialista, que foram proibidas em Portugal e Cabo Verde, mas que foram publicadas no Brasil. Foi nessas obras que ele deu a conhecer ao mundo a situação em que vivia o povo cabo-verdiano”, disse.

“Estamos empenhados em trazer a sua literatura ao convívio dos cabo-verdianos e vamos editar um livro da sua autoria que fala dos diferentes escritores cabo-verdianos”, frisou a Presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras, Dr.ª Vera Duarte. A Presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras sublinhou que são no total mil e seiscentos livros que serão doados à Biblioteca Nacional, sendo que uma parte ficará na Académia Cabo-verdiana de Letras, onde poderá ser consultado por pessoas interessadas em conhecer a escrita de Luís Romano.

No mesmo âmbito, teve ainda lugar apresentação de três comunicações, nas quais foram abordadas “O acervo do intelectual binacional Luis Romano”, “Luis Romano – Memórias de um patrono na diáspora” e “As relações Brasil-Cabo Verde em Ilha (1991), de Luis Romano”.

A Sessão do encerramento ficou a cargo do Embaixador do Brasil em Cabo Verde Dr. José Carlos de Araújo Leitão.

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